Última edição de 2022 da Feira da Colmeia aconteceu nesse fim de semana (10 e 11/12), em Itaipuaçu

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Última edição de 2022 da Feira da Colmeia

A última edição de 2022 da Feira da Colmeia reuniu mais de 80 expositoras na Lona Cultural de Itaipuaçu, nesse sábado e domingo (10 e 11/12). Voltada para o empreendedorismo feminino, a feira é uma iniciativa do Instituto Colmeia, em parceria com a Codemar (Companhia de Desenvolvimento de Maricá), o Banco Mumbuca e as secretarias de Cultura e Promoções e Projetos Especiais.

 

O público pôde conferir a exposição de produtos de artesanato, moda, papelaria, higiene pessoal, beleza e gastronomia. Nesta edição, a programação contou, também, com Karaokê, apresentação de balé, presença da equipe distrital do projeto “Sim, eu posso” – uma parceria entre o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) e a Secretaria de Economia Solidária, apoiado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), voltado a ajudar na erradicação do analfabetismo. Já em parceria com a Secretaria Agricultura, Pecuária e Pesca, houve a distribuição de mudas de plantas no coco e alimentos cultivados em Maricá.

 

A fundadora da Rede Colmeia e organizadora da Feira da Colmeia, Thaisa Muniz, fez um balanço das nove edições do evento em 2022.

 

“Há quatro anos nós realizamos as feiras, mas depois que tivemos esse apoio do poder público o evento tomou outra proporção, tanto de público, de visibilidade, como de expositores. Nesse ano, tivemos mais de 800 mulheres expondo seus produtos, desenvolvendo e dando visibilidade para os seus negócios. Temos um público local que está sempre aqui, e temos aumentado o número de turistas também. Para 2023, a expectativa é muito grande, queremos fazer parcerias com outras secretarias e queremos trazer shows e entretenimento para o público” afirmou Thaisa.

 

A coordenadora distrital do “Sim, eu posso”, Fabiana Campelo, explicou que participar da Feira da Colmeia é uma oportunidade de ampliar a mensagem do projeto, já que existem muitos comerciantes que entendem de números, mas são analfabetos.

 

 

“Quando nós estamos em uma feira dessa, voltada aos empreendedores, não podemos achar que todas as pessoas que estão aqui sabem ler e escrever. No distrito de Itaipuaçu, onde atuamos, descobrimos que muitos comerciantes não sabem ler e escrever, porque aquela pessoa pode não saber as letras, mas entende os números. Então, essa oportunidade de estarmos aqui, em um espaço de construção coletiva, voltado a mulheres é muito importante, porque conseguimos ampliar nosso projeto dentro do nosso território”, explicou Fabiana.

 

Produtos artesanais chama a atenção do público

 

Pela segunda vez, a recepcionista Rita Lobo e sua família visitaram a Feira da Colmeia. Ela afirma que acha a iniciativa de ajudar mulheres empreendedoras bem bacana, além de gostar dos produtos que são encontrados na Feira.

 

 

“Depois de virmos a primeira vez, ficamos acompanhando pelas redes sociais quando seria a próxima. Percebemos que de uma edição para a outra sempre tem novidade, opções e barracas novas. Os produtos são diferenciados”, analisou Rita.

 

O casal Bruna Guze Chirollo e Wallace Gomes administra uma pousada perto da Lona Cultural de Itaipuaçu, onde acontece a Feira da Colmeia, por isso, sempre que podem, passam no evento para garantirem bijuterias, artesanatos, produtos infantis e de papelaria, que são as escolhas preferidas deles.

 

 

“Os produtos daqui nos atraem. Acreditamos que a Feira da Colmeia conquista não só os moradores, mas também os turistas, que ficam conhecendo o que temos aqui em nosso distrito e acabam consumindo do comércio local também”, explicou Bruna.

 

Para empreendedora, feira ajuda na visibilidade dos seus negócios

 

Sócia de uma marca de roupas infantis, a empreendedora Daiane Alves participou de sete edições da Feira da Colmeia em 2022. Para ela, que mora no Centro de Maricá e vende online, o evento é uma oportunidade de gerar novos clientes.

 

 

“Procuramos saber se havia na cidade algum evento que pudéssemos expor nossos produtos, conhecemos a Colmeia, começamos a participar e, desde então, não paramos mais. A feira atua no empreendedorismo feminino e isso agrega valor na nossa marca”, comentou Daiane.

 

A empreendedora Camila Jehle começou o seu negócio durante a pandemia. Advogada de profissão, ela não estava feliz na carreira e quis alçar outros voos, como é alérgica a desodorante, foi incentivada pelo marido a estudar como produzir produtos naturais. A partir daí, criou uma saboaria de produtos naturais e veganos.

 

 

“Expor na Feira da Colmeia foi um divisor de águas na minha vida, porque eu tinha muita vergonha, mas queria vender. A Thaisa incentivou muito e estou há quase dois anos faço parte do projeto. O evento foi um trampolim, porque comecei a expor também em outros lugares, outras cidades. A Feira da Colmeia foi uma oportunidade de mostrar o meu trabalho e fez o ateliê crescer. O que sou hoje é graças a Colmeia”, finalizou Camila.

 

Foto: Paulo Ávila

Fonte: Codemar

 

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