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Projeto INPOED fortalece combate ao crime ambiental na Amazônia Legal

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Iniciativa lançada em Manaus visa fortalecer a governança, a fiscalização e a educação ambiental na região, com foco em dados e integração.

Foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (16/04), em Manaus (AM), o projeto “Promoção de Informação, Políticas e Educação no Enfrentamento do Crime Ambiental na Amazônia Legal” (INPOED). A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal e o Governo do Canadá.

Financiado pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, o INPOED marca um compromisso renovado com o combate a ilícitos ambientais através de três pilares fundamentais: o fortalecimento de sistemas de informação, o aprimoramento da governança ambiental e a promoção de processos educativos para o engajamento comunitário.

Integração e tomada de decisão

A complexidade dos desafios na Amazônia exige uma resposta coordenada, como destacou a coordenadora residente das Nações Unidas no Brasil, Silvia Rucks:

“Nenhum ator, isoladamente, pode enfrentar os desafios da Amazônia. É por isso que a parceria entre o sistema das Nações Unidas, o Governo Federal, o Consórcio da Amazônia, as forças de segurança e os parceiros internacionais é indispensável. Esta iniciativa é um exemplo palpável de como o multilateralismo pode gerar soluções eficazes, integradas e sustentáveis.”

Ela ressaltou ainda o impacto esperado das ações:

“Com a atuação nesses três pilares, vamos promover melhor integração e análise de dados, apoiar a governança, facilitar o diálogo interestadual e empoderar comunidades locais e lideranças regionais. Vamos, em outras palavras, fomentar a participação ativa e multissetorial na proteção da floresta.”

Foco em dados e eficiência operacional

Um dos grandes diferenciais do projeto é o investimento em inteligência de dados. O objetivo é sistematizar informações sobre desmatamento, queimadas e mineração ilegal, permitindo políticas públicas baseadas em evidências. Elena Abbati, diretora do UNODC Brasil, enfatizou a importância dessa integração:

“A parceria com o CCPI é um pilar fundamental para consolidar uma agenda de integração de dados e fortalecimento institucional, ampliando o compartilhamento de informações estratégicas, o intercâmbio de tecnologias e a definição de protocolos comuns de atuação contra ilícitos transnacionais, em benefício da proteção sustentável da Amazônia.”

Educação e governança participativa

Além do braço de segurança, o INPOED possui um forte componente social. O projeto prevê a capacitação de lideranças locais e a promoção de espaços de diálogo que envolvam povos indígenas, comunidades tradicionais e organizações de mulheres. A meta é que as políticas de conservação sejam participativas e sensíveis às realidades de quem vive na floresta.

Vanessa Duarte, secretária executiva do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, celebrou a articulação:

“Para nós é um prazer muito grande estar numa ação como essa junto com a ONU e com suas agências, e queremos parabenizar a equipe pelo projeto e pela parceria, da qual ficamos muito satisfeitos em fazer parte.”

O projeto, que conta com mandatos complementares do UNODC (segurança e justiça criminal) e PNUMA (agenda ambiental), contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, alinhando-se aos compromissos climáticos do Brasil e aos planos nacionais de combate ao desmatamento.

Fonte: ONU

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