Maricá apresenta dados de programa contra violência à mulher
Grupo Reflexivo para Homens atua na conscientização e na prevenção da violência doméstica no município
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, apresentou nesta terça-feira (07/04) os primeiros dados do Grupo Reflexivo para Homens (GRH). O encontro foi realizado no Fórum de Araçatiba e integra as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no município.
A iniciativa tem como foco a conscientização e a mudança de comportamento de homens autores de violência doméstica. O Grupo Reflexivo para Homens é uma política pública prevista na Lei Maria da Penha, sendo recomendado como medida de reabilitação e responsabilização.
O programa é estruturado em encontros com palestras interativas, dinâmicas de grupo e rodas de conversa. A proposta é estimular a reflexão sobre atitudes, promover a escuta ativa e incentivar a construção de novas formas de relacionamento.
Criado em novembro de 2025, o GRH já conta com três grupos formados. Entre os dados apresentados, 46,2% dos participantes possuem histórico de violência verbal contra suas parceiras e 30,8% de violência física. Também foram registrados casos de violência psicológica (7,7%), moral (7,7%), sexual (3,8%) e patrimonial (3,8%).
Conscientização e interrupção do ciclo de violência
A secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, Ingrid Caldas Bastos, destacou a importância da iniciativa.
“O objetivo é conscientizar sobre atitudes não violentas e desconstruir comportamentos que levaram à agressão. Sabemos que 98,5% dos participantes compreendem seus atos e não voltam a praticar violência. Esse trabalho é fundamental para interromper ciclos e proteger as mulheres”, afirmou.
O coordenador do grupo reflexivo, Alan Christi, ressaltou o papel da política pública no enfrentamento à violência.
“O Grupo Reflexivo é uma resposta avançada à necessidade de prevenção da violência doméstica. Ele complementa a Lei Maria da Penha ao promover a reeducação e a responsabilização dos autores”, explicou.
“O grupo foi implementado no final do ano passado e representa uma política prevista na Lei Maria da Penha. É uma forma de educar os homens agressores para que não voltem a praticar violência. É muito importante ver esse projeto sendo colocado em prática no município”, comentou o juiz da Vara Criminal de Maricá, Felipe Gonçalves.
Foto: Clarildo Menezes
