Maricá, Direitos Humanos, Cultura Afro-brasileira, Intolerância Religiosa, Igualdade Racial, Maricá Mais Liberdade, Praça Orlando de Barros Pimentel, Samba, Capoeira, Matriz Africana

Maricá promove evento sobre ancestralidade, fé e direitos humanos no Centro

Compartilhe essa matéria:

Programação “Maricá + Liberdade” reuniu manifestações culturais, debates e ações de combate ao racismo religioso na Praça Orlando de Barros Pimentel

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e da Secretaria de Assuntos Religiosos, com apoio da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (Maré) e da Secretaria de Juventude e Participação Popular, promoveu nesta quarta-feira (13/05) o evento “Maricá + Liberdade: O Sagrado em Nós. Dignidade, Fé e o Direito de Ser”, na Praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro.

A iniciativa reuniu moradores em uma programação voltada à reflexão sobre ancestralidade, liberdade religiosa, combate ao racismo e valorização da cultura afro-brasileira.

O evento contou com rodas de conversa e debates, roda de capoeira e a 4ª Berimbalada, lançamento das cartilhas da igualdade racial, apresentações de dança afro e jongo, além do encerramento com roda de samba comandada por Baby do Cavaco.

Cultura, fé e resistência

A coordenadora geral de Igualdade Racial da Secretaria de Direitos Humanos, Valéria, destacou a importância da data para reflexão e fortalecimento da luta antirracista.

“O 13 de maio é um dia de reflexão sobre tudo o que passamos, a nossa ancestralidade e o que podemos fazer daqui para frente para melhorar a cidade e o país”, afirmou.

Já o coordenador da pasta de Matriz Africana da Secretaria de Assuntos Religiosos de Maricá, Pai Marcelo Viana, ressaltou o significado da liberdade religiosa e da valorização cultural.

“Os Pretos Velhos representam acolhimento, fraternidade, igualdade e caridade, e isso é muito importante para nós do povo africano”, destacou.

O dirigente do Templo Espiritualista Aruanda, Pai Filipi Brasil, também enfatizou o simbolismo do evento realizado em espaço público.

“Estar em uma praça pública falando de matriz africana e de Preto Velho é resistência. Essa resistência nos traz libertação não só de culto, mas também a oportunidade de modificar o pensamento das pessoas e combater qualquer forma de preconceito”, declarou.

Segundo os organizadores, a proposta do evento foi ampliar o debate sobre dignidade, diversidade religiosa, direitos humanos e combate à intolerância religiosa no município.

Foto: Elsson Campos

Sobre o autor(a)


Compartilhe essa matéria: