FLIM 2026: Luiz Antonio Simas, Ana Beatriz Barbosa e Gregório Duvivier participam do terceiro dia em Maricá
Encontros com autores, debates sobre bullying na educação e sessões de literatura marcaram a programação do evento.
A cultura brasileira, a literatura e a convivência no ambiente escolar estiveram entre os temas da programação deste domingo (1º/11) na 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), na Orla do Parque Nanci. Realizada pela Prefeitura de Maricá, a festa recebeu Luiz Antonio Simas, Mirian Goldenberg, Ana Beatriz Barbosa Silva e Gregorio Duvivier para encontros com o público no espaço Papo FLIM/Língua ao Mar.
Com entrada gratuita, o evento segue até 8 de novembro e reúne encontros com autores, Feira do Livro, atividades infantis e atrações da cultura digital, aproximando diferentes públicos da leitura e da produção cultural.
O secretário de Educação, professor Rodrigo Moura, relacionou a participação do público à escolha de temas a partir da escuta da população. “O diferencial é que a gente fez uma escuta antecipada da população, do que as pessoas querem discutir. São temas que englobam a sociedade hoje. Tem muita coisa boa pela frente. Convido quem ainda não veio a participar e quem já veio a voltar”, afirmou.
Cultura brasileira e encontros entre diferentes histórias
Pela manhã, a roda de conversa “Palavra, corpo e território” reuniu Sagat B, Jô Borges, Kaê Guajajara e Thayza Abayomi, com mediação de Vanessa Andrade. A atividade teve como tema os encontros das culturas negras e indígenas.
Luiz Antonio Simas e Mirian Goldenberg participaram da mesa “O Brasil que Mora Aqui: Darcy, Beth e Maysa entre Sambas, Utopias e Liberdades”, com mediação de Pedro Drumond. O encontro integrou a programação do “Língua ao Mar — A arte que fala português”.
Ao comentar os espaços dedicados à memória de Maysa e Beth Carvalho, Simas destacou a importância de apresentar às novas gerações o legado de quem veio antes. “A cultura do samba trabalha muito com o sentido de respeito ao mais velho, ao que veio primeiro. É importante que essa galera mais nova entenda essa questão do legado, entenda o que é tradição”, afirmou.
A aproximação entre diferentes vozes e experiências culturais é um dos eixos do Língua ao Mar, promovido pela Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ). O projeto reúne literatura, debates e outras linguagens artísticas em torno da língua portuguesa.
“Os encontros de hoje trouxeram conversas sobre a nossa história, a educação e a forma como lemos o mundo. O Língua ao Mar amplia esse diálogo com autores do Brasil e de outros países de língua portuguesa. Queremos que o público descubra livros, conheça diferentes experiências e saia daqui com vontade de continuar essa troca”, destacou o presidente da MARÉ, Antônio Grassi.
Bullying em debate
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva participou da festa literária com a palestra “Bullying na Educação”. Ao comentar a importância de encontros como a FLIM, ela destacou a leitura e a troca de informações como caminhos para desenvolver o senso crítico e refletiu sobre o uso da inteligência artificial.
“Eventos como esse, em que a gente está propagando a leitura, a conversa e a troca de informação, fazem com que a gente desenvolva esse funcionamento crítico. O futuro é de quem sabe usar a inteligência artificial mas, se você faz tudo com ela, perde a capacidade de raciocinar e o senso crítico”, afirmou.
O espaço também recebeu Gregorio Duvivier em duas sessões de “Aos pés da letra”. O artista destacou o papel dos encontros literários na aproximação do público com os livros. “Eu gosto muito desses encontros porque eles potencializam a palavra. Os encontros ao redor do livro ajudam a multiplicá-lo. Falar sobre livros é uma boa forma também de torná-los mais populares”, afirmou Gregorio.
Para fechar a programação na Papo FLIM / Línguas ao Mar, René Simões e André Iki Siqueira participaram da mesa “Futebol e Literatura: Histórias que Entram em Campo”, mediada pelo jornalista Lucas Nunes. André falou um pouco mais sobre João Saldanha, jornalista e treinador de futebol que também escolheu Maricá, adquirindo uma casa no município e passando os anos finais de sua vida na cidade. Já René contou um pouco mais da experiência de escrever três livros sobre passagens marcantes de sua carreira como treinador de futebol – um deles detalha a conquista da prata olímpica em 2004, com a Seleção Brasileira feminina.
Atividades para crianças e participação dos jovens
Na Arena do Estudante, a programação incluiu a mesa “Juventude em movimento: capacitar para transformar”, com mediação da União Maricaense dos Estudantes (UMES), e o debate “A potência do SUS: ciência, tecnologia, saúde e soberania”, mediado por Isabela Freitas.
O público também acompanhou Procrastinando TV e Canal Riff no Palco Principal, além dos concursos de K-pop nas modalidades solo e em grupo. Na FLIMzinha, as crianças tiveram sessões de teatro infantil pela manhã e à tarde e uma atividade de Meet & Greet.
A estrutura da FLIM conta ainda com Feira do Livro, espaço para escritores locais e Rádio FLIM. O Maricá Games e o Congresso da UMES também integram a programação da festa, realizada pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ).
Fonte: marica.rj.gov.br
Foto: Thamyris Mello
