FLIM: Conceição Evaristo encerra edição histórica com 260 mil visitantes

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Evento literário superou 260 mil visitantes em dez dias e foi marcado por debates, oficinas, shows e a presença da escritora homenageada Conceição Evaristo.

A 10ª edição da Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM) chegou ao fim neste domingo (14/09) registrando recorde de público: mais de 260 mil visitantes ao longo de dez dias de programação — um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Promovida pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação, a edição consolidou a cidade como referência no calendário literário e cultural do país.

A homenageada, Conceição Evaristo, foi presença marcante desde cedo e encerrou a programação com a mesa “Escrevivências”, ao lado de Eliana Alves Cruz, Bárbara Carine e Jeferson Tenório. Durante o encontro, recebeu homenagens emocionantes de alunas da Escola do Idoso de Maricá.

“Estou muito feliz de estar no meio de vários professores e poder falar para este público imenso. O termo Escrevivências surgiu na minha dissertação de mestrado e, 30 anos depois, vou lançar o livro”, declarou Conceição Evaristo.

Impacto cultural e educacional

De acordo com a Secretaria de Educação, a média diária de público ultrapassou 26 mil pessoas. Para o secretário Rodrigo Moura, o número reflete a força da FLIM como política pública.

“Maricá, com 220 mil habitantes, recebeu até sábado 260 mil visitantes – o equivalente a 118,18% da nossa população. Essa conquista só foi possível graças à visão do prefeito Washington Quaquá e ao trabalho de toda a rede de educação e parceiros”, destacou.

A programação reuniu mais de 70 atividades, incluindo debates, espetáculos infantis, oficinas, rodas de conversa, lançamentos de livros e shows. Entre os temas discutidos estiveram inteligência artificial, juventude, carnaval, cultura e identidade.

Destaques do último dia

A mesa “Cultura em Desfile” reuniu Helena Theodoro, Luiz Antônio Simas e Thiago Gomide, com mediação de Rafael Haddock-Lobo, em um bate-papo sobre samba e carnaval como expressões de memória e resistência.

“O samba não é apenas ritmo ou coreografia, é uma forma de organizar o mundo. Ele é memória, celebração e resistência. Dá sentido à nossa existência coletiva”, afirmou o historiador Luiz Antônio Simas.

Também na Tenda Papo FLIM, o “Samba Talk” homenageou Arlindo Cruz, com participação de Sombrinha e Inácio Rios.

Na FLIM Jovem, o debate sobre Inteligência Artificial e Profissões do Futuro, com Antônio Kronemberg (SEBRAE), trouxe reflexões sobre tecnologia e mercado de trabalho. À tarde, a roda de conversa “A Política na Voz da Juventude” reuniu autoridades e representantes estudantis, ressaltando a importância do protagonismo jovem.

Já na FLIMzinha, o público infantil se encantou com o espetáculo “Ciência ou Mágica?”, atividades de pintura facial e concurso de cosplay.

Encerramento musical

O palco principal ficou por conta da cantora maricaense Nati Pani, seguida pela estrela nacional Mari Fernandez, que encerrou a festa em clima de celebração.

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