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Ativista brasileiro é detido por Israel e será interrogado

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Interceptação de flotilha rumo à Faixa de Gaza provoca protestos internacionais e denúncias

A chancelaria de Israel confirmou, neste sábado (2), que o ativista brasileiro Thiago Ávila será interrogado pelas autoridades isralenses. Ele foi detido em águas internacionais, na última quinta-feira (30), ao lado do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, quando se dirigiam até a Faixa de Gaza. Os dois estavam embarcados na Flotilha Global Sumud, que fazia parte de uma iniciativa solidária aos palestinos com mais de 50 embarcações.

Israel acusa os dois ativistas de envolvimento com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, uma iniciativa acusada por Estados Unidos e Israel de ter vínculos com o Hamas. O objetivo central da missão é romper bloqueio estabelecido por Israel à Faixa de Gaza.

Antes, Ávila havia participado de outra flotilha em solidariedade a Cuba, que também sofre com o bloqueio sexagenário imposto pelos Estados Unidos e pelo recente asfixiamento energético acentuado pelas sanções estadunidenses. Nas redes sociais, a chancelaria israelense afirmou que os dois ativistas serão visitados por representantes consulares de seus respectivos países.

As forças israelenses interceptaram, na quinta-feira, mais de 20 embarcações das 50 que integravam uma mobilização com 175 ativistas de diversas nacionalidades. Segundo os organizadores, 211 pessoas teriam sido “sequestradas” durante a operação.

Com exceção do brasileiro e do espanhol-palestino, os demais foram levados à ilha de Creta, na Grécia, pela guarda-costeira grega, de onde começaram a ser repatriados para seus países de origem.

Vídeos divulgados pela flotilha nas redes sociais mostram participantes com sinais de agressões, especialmente no rosto. Em um dos relatos, um ativista afirmou que a violência ocorreu quando tentaram impedir a detenção de dois integrantes do grupo

Em manifestação conjunta, Brasil e Espanha protestaram contra a prisão dos ativistas. Os dois países solicitaram a imediata visita dos representantes consulares em Israel, para prestação de assistência e proteção, e determinaram o envio dos dois aos seus respectivos países de origem.

“Estamos diante de uma detenção ilegal em águas internacionais, fora de toda jurisdição das autoridades israelenses e, portanto, Said Abu Keshek tem que ser posto em liberdade imediatamente para voltar à Espanha”, disse o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, em declarações à rádio catalã Rac1 neste sábado.

Nas redes sociais, o presidente espanhol mandou um recado direto ao premiê isralense, Benjamin Netanyahu, a partir da detenção dos ativistas. Ele afirmou que a “Espanha sempre vai proteger seus cidadãos” e que cobrará “a liberdade do cidadão espanhol sequestrada flotilha”. Por fim, Sanches afirmou que sempre defenderá o direito internacional. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, classificou a ação como uma “crime internacional”.

Fonte: Brasil de Fato

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