Valterson Botelho lança “Estação Terminal: Rio de Janeiro”, sua inspiradora autobiografia

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Da pequena Guimarânia, passando pelas ruas de Patrocínio, até conquistar o imenso Rio de Janeiro: essa é a jornada que Valterson Botelho entrega em seu livro Estação Terminal: Rio de Janeiro, uma autobiografia que é, antes de tudo, uma celebração da coragem, da memória e da arte de transformar cada encontro em história.

 

Raízes mineiras e sonhos na bagagem

Nascido em Guimarânia, no Alto Paranaíba mineiro, Valterson Botelho cresceu testemunhando a vida modesta de uma pequena vila, povoada por caminhões pau-de-arara carregando famílias inteiras, sonhos e esperanças. Foi esse mesmo espírito de aventura que o moveu, ainda menor de idade, a sair sozinho de casa em janeiro de 1965, embarcando clandestinamente num caminhão de queijo rumo a São Paulo e, de lá, ao Rio de Janeiro — destino que mudaria sua vida para sempre.

 

“Nunca pensei em escrever uma autobiografia, por muitas razões. O que de interessante havia na minha vida parecia ser relevante apenas para mim. (…) Em conversa com amigos, contando como saí menor de idade, sozinho, e cheguei ao Rio de Janeiro nos anos 60, muitos dos ouvintes sugeriam que eu devesse escrever sobre isso. Agora, antes de completar 80 anos. A estação terminal está muito próxima.”Valterson Botelho

 

Trajetória de superação e versatilidade

Valterson construiu, a duras penas, uma carreira múltipla: começou como escrevente de cartório, tornou-se escrivão da Polícia Federal, foi delegado e, determinado a ampliar seus horizontes, formou-se em Direito. Foi também professor, jornalista e empreendedor visionário: nos anos 1990, fundou a Tele-Jur, um dos primeiros projetos de ensino jurídico por vídeo no Brasil, revolucionando a forma como estudantes e profissionais acessavam conhecimento na área.

Além da atuação jurídica, Valterson é uma figura querida entre tricolores apaixonados. Idealizador do site Ídolos Tricolores, ele se dedica há anos a preservar a memória viva do Fluminense Football Club — entrevistando, resgatando histórias e mantendo viva a chama de jogadores históricos, como o ídolo Waldo Machado, maior artilheiro do clube, com 319 gols em 403 jogos.

 

Memória, futebol e a cidade como palco

Em Estação Terminal: Rio de Janeiro, Valterson revisita, com afeto e lucidez, as ruas, os trilhos e as arquibancadas que marcaram sua história. Das mesas de sinuca na Lapa às praias do Leme; dos salões do Teatro Municipal ao lendário Maracanã — cada capítulo revela um Brasil em transformação, visto pelos olhos de quem fez do mundo sua casa, sem jamais esquecer as raízes.

Mais que uma simples autobiografia, o livro é um convite para refletir sobre pertencimento, amizade, esperança e a força que move aqueles que se recusam a aceitar os limites impostos pela vida. A saga de Valterson dialoga com quem já sentiu o desejo de partir, de buscar novos horizontes, mas sempre com o coração guardando o cheiro de terra molhada da infância.

 

Legado e homenagem à história

Apaixonado pelo futebol, Valterson não só escreveu sobre Waldo como patrocinou do próprio bolso uma estátua e um busto em homenagem ao craque, instalados nas dependências do Fluminense. Além disso, foi coautor de Pagar o quê? — Respostas à maior bravata da história do futebol brasileiro, obra que rebate mitos envolvendo o clube e reafirma a memória coletiva dos torcedores.

Com Estação Terminal: Rio de Janeiro, o autor entrega, aos 80 anos, um presente para filhos, netos, bisnetos — e para todo leitor que acredita que a vida, para ser plena, precisa ser contada.


📌 FICHA DO LIVRO

  • Título: Estação Terminal: Rio de Janeiro

  • Autor: Valterson Botelho

  • Gênero: Autobiografia, Memórias

  • Temas: História de vida, superação, memória afetiva, cultura mineira e carioca, futebol

  • Público-alvo: Leitores interessados em histórias reais de luta, sonhos e identidade brasileira

 

📖 Para quem quer se inspirar

“Estação Terminal: Rio de Janeiro” é mais que um livro: é uma ode à coragem de sonhar grande, partir sem medo e fazer de cada parada um novo começo. Como o próprio Valterson diz: a estação terminal pode estar próxima — mas, enquanto houver trilhos, há caminho.

 

Foto: Arquivo pessoal/Acervo do Fluminense FC

Sobre o autor(a)


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