FLIM 2025: Ricardo Cappelli lança livro sobre ataques antidemocráticos em Maricá
Ricardo Cappelli apresenta obra em mesa mediada pelo prefeito Washington Quaquá
A 10ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM) foi palco, nesta sexta-feira (12/09), do lançamento do livro O 8 de janeiro que o Brasil não viu, do jornalista Ricardo Cappelli. A mesa de debate foi mediada pelo prefeito Washington Quaquá e reuniu público expressivo. A obra resgata os acontecimentos do dia dos ataques antidemocráticos às sedes dos Três Poderes, em Brasília, e das semanas subsequentes.
O evento é promovido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação. Ao apresentar o autor, Quaquá destacou sua atuação no enfrentamento à crise:
“Quando os que saíam do poder através das eleições, ou seja, da vontade do povo, resolveram tramar contra a democracia, Cappelli, com o então ministro Flávio Dino, foi quem esteve à frente da resistência institucional. Um dos grandes defensores da democracia e do direito do povo. Cappelli ajudou a barrar mais um golpe que assolaria o Brasil, e por isso é uma honra recebê-lo na FLIM”, disse o prefeito.
Lançamento em meio a julgamento histórico
O lançamento em Maricá aconteceu apenas um dia depois da condenação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de personagens centrais envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, incluindo um ex-presidente da República acusado de tentar um golpe de Estado.
“Quis o destino que eu viesse lançar o livro em Maricá um dia depois do julgamento. É muito emblemático que eu esteja aqui, uma cidade que sintetiza ideais e que é uma referência progressista no país. O julgamento é o encerramento de um ciclo e traça um limite claro: no Brasil do século XXI não cabe conspirar contra a democracia”, declarou Cappelli.
Registros inéditos e bastidores da crise
Segundo o jornalista, a motivação para escrever o livro veio de provocações de amigos e da necessidade de aprofundar o debate sobre o que se veiculava na imprensa.
“No livro detalho as decisões tomadas e por que foram tomadas no dia dos ataques e nos 23 dias da intervenção. Tem muito registro histórico e também detalhes da gestão de crise”, antecipou.
A obra revela bastidores dos contatos com as forças de segurança, as tensões para desmobilizar os acampamentos golpistas e o trabalho de prisão dos envolvidos.
“Foi a maior operação de polícia judiciária já feita no Brasil, concentrada em três dias”, concluiu Cappelli.
Foto: Elsson Campos

