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Delegação africana visita Maricá para conhecer Tarifa Zero e Moeda Social Mumbuca

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Delegação participa de visita técnica a projetos de inclusão social, mobilidade urbana e desenvolvimento sustentável promovidos pela prefeitura

A Prefeitura de Maricá recebeu, nesta quinta-feira (16/10), uma comitiva formada por 50 executivos de seis países africanos — África do Sul, Malawi, Etiópia, Zimbábue, Zâmbia e Ilhas Maurício — para uma visita técnica aos principais projetos de inclusão social, mobilidade urbana e desenvolvimento sustentável da cidade.

A recepção foi organizada pelas secretarias de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, Relações Internacionais, Economia Solidária e Empreendedorismo Social, além da Empresa Pública de Transportes (EPT) e do Banco Mumbuca, onde ocorreu a primeira parte do encontro.

“Maricá sempre estará com as portas abertas para nossos irmãos africanos”, afirmou o secretário de Relações Internacionais, Jorge Castor.

No Auditório Manoel Lago, os visitantes assistiram a uma apresentação sobre a Moeda Social Mumbuca.

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“A Moeda Social Mumbuca representa cerca de 20% da economia local, impactando pouco mais de 70% da população”, destacou o secretário Matheus Gaúcho.
“Essa é uma política pública de inclusão de uma população a um sistema financeiro justo e acessível”, completou a presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello.

A comitiva também conheceu indicadores sociais e dados do programa Tarifa Zero, sistema de transporte gratuito do município. A apresentação abordou a integração entre modais, o impacto socioeconômico e o modelo de gestão.

“Já imaginaram viver em uma cidade que respeita essa cidade? Aqui em Maricá, não é necessário gastar dinheiro com um direito, que é o direito de ir e vir. Temos ônibus e bicicletas tarifa zero”, disse o presidente da EPT, Celso Haddad.

Após a palestra, os executivos visitaram o Terminal Rodoviário do Povo de Maricá, no Centro, onde acompanharam a operação da frota de ônibus e receberam informações sobre manutenção, tecnologia, rotas e gestão.

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Durante a tarde, o grupo conheceu a Orla de Ponta Negra, incluindo o Canal e o Farol — ponto de observação de onde é possível ver a curvatura da Terra a olho nu. O objetivo foi apresentar o potencial de Maricá em desenvolvimento sustentável e economia do mar.

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“Precisamos ter uma matriz econômica alternativa pensando os próximos 30 anos. A orientação do prefeito Quaquá é reduzirmos a dependência dos royalties de petróleo. O turismo é uma dessas alternativas. Temos um plano de desenvolvimento turístico sustentável, o Plano Maricá 2030, que fortalece as agendas de eventos e de promoção turística, sobretudo na baixa temporada”, explicou o secretário de Turismo, José Alexandre Almeida.

De volta ao Centro, os executivos participaram de uma apresentação sobre iniciativas de apoio ao empreendedorismo popular e à economia solidária. A comitiva elogiou as ações e demonstrou interesse em aprofundar a cooperação técnica com o município.

“Quando me contaram sobre transporte público gratuito, eu não acreditei que isso pudesse ser possível aqui no Brasil por conta da quantidade de pessoas. A experiência da Moeda Mumbuca também é algo que chama atenção. Conversando com o diretor do Banco Central da Angola e o diretor de um banco falido, eles ficaram surpresos com as soluções que foram implementadas aqui”, disse Rui Mucaje, presidente da Câmara de Comércio Afro-Brasileira.

Esse não é o primeiro intercâmbio entre Maricá e o continente africano. Em julho, a cidade foi a única do Brasil a participar oficialmente da Feira Internacional de Luanda (FILDA), o maior evento multissetorial de negócios de Angola, onde apresentou seu potencial turístico e econômico em estande próprio.

📸 Foto: Bernardo Gomes

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