Maricá participa de formação internacional sobre segurança pública
Município realiza imersão técnica em Medellín para estudar prevenção, tecnologia e controle territorial
A Prefeitura de Maricá participa do Programa de Formação de Lideranças em Segurança Pública, que inclui uma etapa de imersão técnica em Medellín, na Colômbia. A iniciativa reúne autoridades do estado do Rio de Janeiro, entre policiais, juízes e integrantes do Ministério Público, para discutir políticas públicas de segurança baseadas em planejamento, dados e evidências científicas.
Lançado em março pelo Laboratório para Redução da Violência (Leme), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV) e a Universidad EAFIT, da Colômbia, o programa combina debates acadêmicos, troca de experiências e elaboração de projetos.
A formação inclui uma viagem técnica a Medellín, cidade que se tornou referência internacional em iniciativas de transformação urbana, social e institucional após enfrentar períodos de altos índices de criminalidade.
Representando Maricá na formação, o secretário de Segurança Cidadã, Júlio Veras, destacou a importância da troca de experiências com profissionais de diferentes áreas.
“Estar ao lado de profissionais que buscam compreender os fenômenos que desafiam o Estado do Rio de Janeiro é uma oportunidade extraordinária de aprendizado. Para Maricá, integrar um grupo dessa dimensão é fundamental para a construção de soluções efetivas e conjuntas”, destacou.
Durante a agenda na Colômbia, as autoridades fluminenses participam de visitas técnicas e encontros voltados a temas como controle territorial, enfrentamento ao crime organizado, mercados ilegais e políticas de prevenção.
Para Maricá, a participação na iniciativa reforça a estratégia de investir em tecnologia, prevenção e integração entre diferentes áreas relacionadas à segurança pública.
Segundo Júlio Veras, o objetivo da formação não é reproduzir modelos adotados em outros países, mas compreender experiências que apresentaram resultados e avaliar como elas podem ser adaptadas à realidade de cada território.
“Não se trata de copiar modelos, pois cada território possui suas características sociais e criminais. O que precisamos é estudar o que produziu resultados e adaptar à nossa realidade. Segurança pública se faz com planejamento, conhecimento e evidências. A parceria com as universidades é fundamental para orientar essa tomada de decisão”, concluiu Veras.

