Festival Nacional de Economia Popular e Solidária encerra edição histórica
Evento reuniu mais de 2,6 mil participantes no Rio de Janeiro, movimentou R$ 337 mil em feira de empreendimentos e fortaleceu políticas públicas para a economia solidária
O I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária encerrou sua primeira edição no Rio de Janeiro após reunir mais de 2,6 mil participantes durante quatro dias de programação no Pier Mauá. O evento consolidou um importante espaço de articulação entre representantes da sociedade civil, empreendimentos econômicos solidários e gestores públicos, além de anunciar investimentos de R$ 159 milhões destinados ao fortalecimento da economia popular e solidária no país.
A programação contou com 87 palestrantes e reuniu representantes das três esferas de governo — federal, estadual e municipal — em debates sobre políticas públicas, desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia inclusiva.

Para o diretor executivo do Instituto Paul Singer, Marcelo Gomes Justo, o festival representou um marco para o movimento da economia solidária.
“O primeiro Festival Nacional de Economia Popular e Solidária foi um marco no chamado movimento social da economia solidária. Ao unir todas as instâncias da sociedade civil organizada e agentes do governo responsáveis pelas políticas da área, conseguiu mostrar a força e a potência da economia popular e solidária”, destacou.
Investimentos para fortalecer o setor
Um dos principais resultados do encontro foi o anúncio de R$ 159 milhões destinados à incubação e ao fomento de iniciativas de economia popular e solidária em diferentes regiões do Brasil.
Segundo o secretário executivo da Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Jairo Santos, o setor representa uma alternativa para ampliar oportunidades de geração de renda e inclusão social.
“A economia solidária é uma proposta que coloca a pessoa no centro do desenvolvimento econômico, oferecendo alternativas para famílias afetadas pelo desemprego e pela precarização do mercado de trabalho”, afirmou.
Programação reuniu especialistas e empreendedores
Ao longo dos quatro dias, o festival promoveu:
- 20 painéis e mesas temáticas;
- 17 atividades autogestionárias;
- participação de especialistas, gestores públicos e representantes do Brasil e de Angola;
- feira com 250 empreendimentos econômicos solidários.
A feira movimentou aproximadamente R$ 337 mil durante o evento, utilizando tanto o Real quanto a Moeda Social Paul Singer, criada especialmente para circulação durante a programação.
Legado para a economia solidária
Além da programação técnica e comercial, o festival marcou importantes avanços institucionais para o setor, entre eles:
- lançamento do 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária;
- assinatura de termos de adesão ao Sistema Nacional de Economia Solidária (SINAES);
- entrega de certificados de registro no CadSol.
A secretária-geral da Unicopas, Anne Sena, destacou que o encontro reforçou a importância da organização coletiva para construir um novo modelo de desenvolvimento econômico.
“Foi um momento de apresentar para a sociedade brasileira tudo o que esperamos do futuro da economia solidária. Acreditamos em um modelo de desenvolvimento econômico mais justo, sustentável e voltado para as pessoas”, concluiu.
O I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária foi realizado pela Prefeitura do Rio, UNISOL Brasil, Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Instituto Paul Singer e Instituto Reinventando Futuros, com produção da Pro Bono Brasil e LB Cultura Circular, apoio da Petrobras e patrocínio de órgãos federais e instituições parceiras.
Fonte: Assessoria de Imprenssa CRIATIVOS
