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Irã diz ter proposta preliminar de paz com os EUA

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Plano restabeleceria tráfego comercial aos níveis pré-guerra em 30 dias

A emissora estatal iraniana afirmou, nesta quarta-feira (27), ter obtido um documento preliminar para um possível acordo de paz com os Estados Unidos. A proposta inclui a retirada das forças estadunidenses das proximidades do Irã, enquanto o Irã permitiria que o trânsito comercial pelo Estreito de Ormuz retornasse aos níveis pré-guerra em 30 dias.

No entanto, navios militares dos EUA não estariam incluídos no acordo preliminar para Ormuz, onde o tráfego marítimo seria gerenciado pelo Irã em coordenação com o Omã, de acordo com a reportagem. A emissora também ressaltou que a estrutura ainda não é definitiva e que o Irã não avançará sem uma “verificação concreta”.

A agência de notícias iraniana Mizan divulgou mais detalhes sobre a proposta, afirmando que “os Estados Unidos se comprometeram a retirar suas forças militares do entorno do Irã, e se inclui as forças destacadas na região ou as forças estacionadas em bases, isso requer negociação”.

“Se um acordo final for alcançado dentro de um prazo de 60 dias, ele será aprovado na forma de uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU”, acrescentou a agência.

 

Retomada improvável

Também nesta quarta-feira, o governo do Irã afirmou que considera pouco provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, apesar dos recentes ataques dos EUA, enquanto prosseguem os esforços diplomáticos para acabar com o conflito.

“A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta, com os carregadores cheios”, declarou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, citado pela agência de notícias Tasnim.

“Não duvidem de que transformaremos a área de Chabahar até Mahshahr em um cemitério para os agressores”, acrescentou, ao mencionar cidades em cada extremo da vasta costa sul do Irã.

A posição iraniana foi revelada um dia após Teerã acusar Washington de violar o cessar-fogo em vigor desde abril e advertir que estava preparada para adotar medidas de represálias após os ataques mais graves desde o início da trégua.

Israel segue matando no Líbano

No sul do Líbano, Israel executou ataques na terça-feira (26) que deixaram 31 mortos, incluindo pelo menos quatro crianças, segundo o Ministério da Saúde local.

O Irã exigiu que qualquer acordo de paz seja aplicado também ao Líbano, onde uma trégua anunciada em 17 de abril não conseguiu deter os combates iniciados quando o grupo armado Hezbollah atacou Israel no início de março.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu, na segunda-feira (25), “esmagar” o Hezbollah, e um comandante militar do país disse à AFP, na terça-feira, que as forças do país estavam ampliando as operações terrestres em território libanês.

Os esforços para um acordo de paz entre Washington e Teerã prosseguem: a emissora estatal iraniana IRIB informou que uma delegação de alto escalão retornou de uma visita de dois dias ao Catar na terça-feira; o governo anunciou que está finalizando um projeto de 14 pontos para um acordo que acabe com a guerra.

Fonte: Brasil de Fato

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