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Festa de Ogum em Maricá reúne fiéis e celebra cultura afro

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Evento no bairro Bambuí uniu fé, tradições afro-brasileiras, gastronomia e apresentações culturais em uma celebração que reuniu centenas de fiéis.

A Praça de Bambuí foi palco, neste domingo (26/04), da terceira edição da Festa de Ogum. Com apoio da Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Assuntos Religiosos e da Companhia Maricá, Arte, Roteiro e Experiências (Maré), o evento foi organizado pela Comissão de Eventos Afro de Maricá. A celebração, que honra o Dia de São Jorge (23/04), destacou a importância da valorização das tradições de matriz africana no município.

A programação gratuita atraiu moradores e visitantes para um dia repleto de espiritualidade e convivência comunitária. Além das manifestações religiosas, o evento ofereceu aos participantes uma feijoada, feira de artigos religiosos e diversas barracas gastronômicas.

Fé e ancestralidade

O organizador do evento, Pai Adriano de Oxalá, enfatizou a relevância da data para a preservação das raízes culturais:

“A Festa de Ogum é um momento de reafirmação da nossa fé, da nossa ancestralidade e da importância de manter vivas as tradições de matriz africana. Ver a população reunida, com respeito e participação, fortalece ainda mais esse trabalho coletivo que a gente constrói na cidade”

Programação cultural e reconhecimento

O dia foi marcado por diversas atividades culturais, incluindo a roda de capoeira e a apresentação do grupo Identidade Preta. O ponto alto da tarde foi o show da cantora Jô Borges, que, após realizar uma oração ao santo guerreiro, comandou uma roda de samba que integrou o público.

O sentimento de pertencimento foi reforçado pelos participantes:

“Foi um evento muito bonito, com muita cultura e respeito. Trouxe minha família e todos aproveitaram bastante” — Teresa Castro, moradora de Guaratiba.

“A Festa é um momento em que a comunidade se reconhece, se encontra e celebra suas raízes. Ver famílias, moradores e visitantes ocupando esse espaço com respeito e alegria mostra a força do nosso território e da nossa cultura” — Guilherme da Mata, morador de Ponta Negra.

Fotos: Bernardo Gomes

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