FLIM 2025 em Maricá: negritude em destaque e show do Nação Zumbi

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Segundo dia do evento teve a participação, nas mesas, de Renato Noguera, Kiusam de Oliveira e artistas negros locais

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação, levou mais um dia de literatura, arte, cultura e pensamento livre a milhares de maricaenses e turistas na 10ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM). Os destaques do sábado (06/09) foram Renato Noguera, Kiusam de Oliveira, Clóvis de Barros Filho e Zé de Abreu. A noite terminou com shows de Paulo Miklos e Nação Zumbi, em uma jornada marcada pela contribuição e luta preta para a cultura, na edição que homenageia a escritora Conceição Evaristo.

“Escolhemos a Conceição Evaristo como grande homenageada dessa edição porque, pela identificação com Maricá, entendemos que não teria como ser outra pessoa. Ela representa tudo que acreditamos como educação e sociedade. Vamos fazer uma FLIM de todas as pessoas”, disse Rodrigo Moura, secretário de Educação de Maricá, logo no começo do dia.

Arte como empoderamento social

A mesa “A Arte como Empoderamento Social”, mediada por Zé de Abreu, recebeu Aduni Benton, Mestre Dico e Jô Borges. Os artistas negros contaram suas histórias antes e depois do reconhecimento artístico, relatando como a visibilidade ampliou as possibilidades, mas também trouxe novos desafios.

“Não é que o preconceito diminua contra a gente, mas ele fica um pouco mais velado, muito diferente da vida antes da ascensão artística. Eu sou negra, filha de mãe solo. Agora é usar esse espaço para ser antirracista, usar esse espaço que a arte e a cultura nos dá”, destacou a cantora maricaense Jô Borges.

Afrotopias e filosofia africana

O ponto alto do sábado foi a mesa AFROTopias, que reuniu Renato Noguera, Kiusam de Oliveira e Reinaldo Guimarães, sob mediação de Luana Rodrigues. Escritores e intelectuais que colocam nos livros, para adultos e crianças, a realidade das pessoas pretas e reforçam a luta contra o racismo por meio da educação e da literatura.

“Afrotopias são exercícios de imaginação política radical. Quando pensamos o futuro a partir das filosofias africanas, estamos dizendo que a população negra não cabe apenas no passado da dor, mas no futuro da criação, da alegria e da justiça. A educação é a tecnologia mais poderosa que temos para construir esse amanhã, e ela precisa estar enraizada nas nossas ancestralidades”, afirmou o filósofo Renato Noguera.

Programação infantil e cultural

O sábado começou animado na FLIMzinha, com o grupo Passinho Carioca, que colocou crianças e jovens para dançar. À tarde, o destaque foi a peça Balagandã, também com temática afro.

Encerramento com música

No palco principal, o público conferiu shows de Paulo Miklos e Nação Zumbi, que encerraram o segundo dia com apresentações marcantes e vibrantes.


Programação do terceiro dia (07/09)

Flimzinha:

  • 9h30 – Mangueira do Amanhã

  • 11h – Pintura facial – Animaniacs

  • 14h30 – Samba Menino

  • 15h – Pintura facial – Animaniacs

Flim Jovem:

  • 10h – Roda de Conversa: SUS é Soberania, É Vida, É Brasil

  • 13h – Projetos Escolares – Juventudes que Inspiram e Transformam

  • 15h – Palestra: Jovens Protagonistas: Soft Skills para Carreira e Empreendedorismo

  • 17h – Espetáculo teatral: Ai de Mim – Um Experimento Sobre o Amor!

Papo Flim:

  • 11h – Entre Fatos e Leituras – com Aline Midlej e Octavio Guedes

  • 16h – Talk Show com Leoni

  • 18h – Mesa 3: Escrevivências da Quebrada – com Jessé Andarilho, MV Bill, Rodrigo Santos e Wesley Barbosa

Palco Principal:

  • 20h – Show Prata da Casa: Banda RJ-106

  • 21h – Show do Leoni

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