Maricá recebe presente de Cuba e reforça cooperação na saúde pública
Quadro enviado pela primeira-dama cubana é instalado no hospital Che Guevara e reforça laços históricos com o país caribenho
A relação de cooperação entre Maricá e Cuba ganhou um novo símbolo nesta semana: um quadro enviado pela primeira-dama cubana, Lis Cuesta Peraza, retratando um momento histórico do líder revolucionário Ernesto Che Guevara. A peça foi instalada na recepção do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, reforçando os laços de solidariedade e os ideais compartilhados entre a cidade brasileira e a nação caribenha.
A imagem remete a um episódio marcante da história de Che: a “terceira safra”, colheita coletiva de cana-de-açúcar realizada em 1960, quando ele ocupava o cargo de Ministro da Indústria de Cuba. Mesmo em posição de liderança, Che se juntou aos trabalhadores nos campos, cortando cana sob o sol – gesto que representou o compromisso com o povo e os ideais da Revolução.
“Este presente representa a luta coletiva pela revolução através da união. E é essa a filosofia e orientação aqui em Maricá. Todos juntos no mesmo propósito buscando a igualdade sempre”, afirmou Ana Paula Silva, diretora-geral do hospital.
O gesto simbólico acontece em meio a uma crescente cooperação entre Maricá e Cuba, especialmente na área da saúde pública. A parceria inclui intercâmbio técnico-científico, adoção de protocolos de tratamento de doenças crônicas, como o diabetes, e negociações para cooperação na produção de vacinas.
“A parceria com Cuba representa um avanço estratégico para a saúde pública de Maricá. Através dessa integração, vamos oferecer tratamento ainda mais qualificado para pacientes com diabetes grave, ampliar o intercâmbio entre profissionais e fortalecer nossa capacidade técnica”, afirmou o secretário de Saúde de Maricá, Marcelo Velho.
O Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, que recebe o quadro, é uma das referências da cidade em medicina humanizada e integral. Ao homenagear Che Guevara, Maricá reconhece não apenas o revolucionário, mas o médico que via a saúde como um direito universal – perspectiva que inspira as políticas públicas locais.
Foto: Bernardo Gomes

